Generalidades - Em qualquer área poderá ser improvisado um abrigo com partes da aeronave, com o equipamento de emergência ou, simplesmente, com, os materiais naturais que encontrar no local do acidente e proximidades.
E claro que a espécie de abrigo que se deve armar depende da proteção de que se necessita, nesta ou naquela região do país. Ex. e contra a chuva? O calor? Os raios do Sol ou os insetos? Também é necessário determinar de antemão se o acampamento é somente para uma noite ou para muitos dias. Abrigos que oferecem real proteção para todas as condições são ilustrados na
Escolha com cuidado o local para o seu acampamento em região onde possa obter lenha é água, especialmente esta ultima.
Não acampe em terreno de inclinação muito pronunciado, ou em áreas onde houver perigo de avalanches, inundações, quedas de rochas, ou em local demasiadamente exposto aos ventos.
Escolha para o acampamento um local em ponto elevado, em um pequeno outeiro, o mais possível afastado de charcos e pântanos. Deste modo, os mosquitos incomodarão menos, o chão estará mais seco e o ponto será mais arejado.
Não construa abrigo debaixo de grandes árvores ou de árvores com galhos secos. Um desses galhos poderá cair em cima do abrigo, destruindo-o e ferindo, ou mesmo matando, os ocupantes, Não durma nem arme abrigo debaixo de coqueiro.
Na floresta tropical cerrada, você necessitará grandemente de proteção eficiente contra a umidade. Se decidir permanecer junto à aeronave, utilize-h como abrigo. Procure vedar a entrada aos mosquitos cobrindo as aberturas com tecido de malha (ou tela, se houver) ou tecido de pára-quedas.
O abrigo improvisado mais fácil de armar consiste numa lona ou pára-quedas estendido por cima de uma corda, ou de uma vara, entre duas árvores ou duas estacas.
Abrigo feito com pano do pára-quedas
Um bom abrigo contra a chuva pode ser armado, cobrindo-se uma leve estrutura
em forma de “A”. Com boa quantidade de folhas de palmeira ou folhas
largas que for possível achar, de pedaços de casca de árvore
sou molhos de capim (sapê).
As folhas deverão ter as pontas para baixo e deverão sobrepor-se
conforme mostra a ilustração. Comece debaixo com a colocação
das folhas, terminando na cumeira do “a”.
Debaixo de cada aba, (sob a beirada) abra pequenas valetas que conduzam a água
para fora e para baixo, a fim de conservar o chão do abrigo o mais seco
possível. Não durma diretamente sobre o chão. O contato
da ra fria ser-lhe-á nocivo.
Construção de obrigo de sapé ou, de folhas largas.
Faça uma rede de dormir do seu pára-quedas ou com lona. Isto livra-lo-á do contato com o solo e tornará muito menos provável ataque das formigas, aranhas, sanguessugas, escorpiões e outras pragas.
Você poderá improvisar uma cama razoavelmente confortável, cobrindo com um montão de folhas e ramos de capim (moitas) com camadas de folhas de palmeiras ou outras folhas que sejam largas. Ainda melhor leito poderá obter, improvisando uma tarimba com uma armação de estacas e varas resistentes, servindo de estrado, o qual deverá ser coberto com folhas longas, capim ou folhas de palmeira, após dividi-Ias ao meio, pelo talo, a fim de as tomar mais macias. Estas folhas deverão ser assentadas em 4 ou 5 camadas. O modo de dividir o talo em dois.
Como dividir em dois o falo da folha de palmeira
Às estacas que suportam o estrado devem ser suficientemente longas para suportar adequadamente um mosquiteiro.
Nas florestas, em terreno elevado, nas montanhas, as noites são frias.
Não se exponha ao vento. Arme uma fogueira a uma certa distância
de um penhasco, ou de rochedo alto ou então junto a um monte de pedras
ou amontoado de troncos de árvores e, em seguida, arme o seu abrigo de
modo que a sua entrada receba o calor refletido pelo obstáculo ante o
fogo.
Tenha, porém, cuidado para que o «refletor» não propague
as chamas contra o seu abrigo.