Rappel é uma técnica montanhista para efetuar a descida. O deslize é controlado por cordas ou cabos; uma cadeirinha especial e alguns outros acessórios garantem a segurança do praticante. Durante uma descida é possível realizar algumas manobras, como balançar e até ficar de cabeça para baixo.
1) Corra a corda através do nó orientador e em torno do corpo.
2) Ancore-se a uma rocha comum porco de corda de escalar ou uma corda de suspensão
se a sua posição for instável.
3) Assegure-se que o resto da corda esteja espalhada para que possa correr livremente
através do nó de travagem.
4) Não deixe que a parte bamba da corda cresça demasiadamente,
ao corra com a corda para que o escalador perca o equilíbrio.
5) Em caso de queda, relaxe a mão guia, deixe a corda escorregar em quantidade
suficiente de modo que a ação de travagem seja aplicada gradualmente.
É um processo de escalar para duas ou pessoas onde é necessário
ter cordas. Uma pessoa (o escalador) ata a corda em torno da cintura usando
um lais de guia e efetua a subida, enquanto a ou pessoa assegura a sua subida.
Essa pessoa vai ancorar a corda com um nó trempe atado com uma ou duas
laçadas para se segurar a ele próprio, passando a corda de escalar
por cima da cabeça e por baixo das ancas, dando uma volta em torno do
braço mais próximo da âncora, levantando a parte bamba da
corda. O escalador ata um lais de guia em torno da cintura e inicia a escalada
(A) o outro parceiro vai tomando a corda de maneira a mantê-la manejável.
E importante que ambos se situem em linha reta em relação um ao
outro (B).
A pessoa que puxa o escalador tem como posição ideal à
posição sentada.
L a deve sentar-se e tentar ter um bom apoio com as pernas e nádegas.
As pernas devem estar direitas, os joelhos travados, e a corda deve correr em
torno cintura.
Tenha em atenção que a corda de caminhar só pode suportar
cargas (tensão ruptura) de 907 kg, o que é apenas suficiente para
salvar um homem numa queda modesta. Um montanhista pesando 82 kg caindo de uma
altura de 30 m exercerá, quando for puxado, uma força equivalente
na corda de 1038 kg.
A corda que protege os montanhistas contra as quedas verticais deve ter uma
tensão de ruptura de 1900 kg. Quando isto não for possível,
use a técnica da corda dupla: junte duas cordas.
Todos os montanhistas devem estar atentos aos seguintes perigos:
ROCHAS MOLHADAS OU GELADAS: podem tornar um percurso fácil em lmpraticável.
NEVE: pode cobrir buracos.
LAJES DE ROCHAS LISAS: podem ser perigosas, especialmente se estiverem molhadas
ou geladas.
TUFOS DE ERVA OU PEQUENOS ARBUSTOS: podem crescer em solo solto e corado.
As tropas italianas de montanha estão entre as mais bem preparadas do mundo. Conheça e use as suas técnicas de rappel.
Incline-se com um ângulo de 45° em relação à
rocha.
Mantenha as suas pernas bem separadas e direitas para ficar estável.
Suba a sua gola para prevenir a queimadura da corda na parte de trás
do pescoço.
Use luvas e outros artigos de roupa para proteger as mãos, ombros e nádegas.
Incline-se e esteja voltado diretamente para a rocha de modo que os pés
estejam paralelos a esta.
Mantenha os ombros bem afastados dos pés.
Alguns sistemas de ancoragem são simples e consistem apenas num ponto
de ancora. Também podem ser complexos e constituídos por diversos
pontos de âncora.
Estes pontos fornecem proteção para ambos os montanhistas envolvidos.
A base para qualquer tipo de âncora é um ponto forte e seguro para
a fixação.
Os seguintes exemplos podem servir como pontos de âncora naturais:
PEDRA EM CUNHA (A): uma pedra naturalmente em cunha é uma pedra que
está seguramente entalada que pode constituir um bom ponto de âncora
para uma corda.
Em muitos casos, a pedra está entalada numa fenda.
CABEÇO (B): um cabeço de rocha uma pedra grande ou parte de na
rocha que tem uma superfície angular, sobre a qual uma corda pode ser
colocada de forma que nunca escorregará.
Deve ter o cuidado de verificar se o cabeço não vai ficar solto
quando for submetido a uma carga súbita.
ARVORE (C): as árvores podem ser pontos de âncora muito seguros, embora em terrenos rochosos ou soltos elas não devam ser utilizadas como tal se houver outros pontos disponíveis. Se não tiver outra hipótese, deve examinar atentamente arvore e verificar se há deslizamento.
ESPIGÂO (D) um espigão é uma projeção vertical
da rocha.
Para usar como um ponto de ancora, coloque um funda em torno do espigão.
Assim como se utilizam as ancoras naturais também se podem ser usados
ancoras artificiais.
Pense em utilizar dois ou mais pontos ancora, que reforçara todo os sistema
de ancoragem.
Rapel Inclinado: É o tipo de rapel mais simples de ser executado, como o próprio nome diz, ele é feito em uma parede ou pedra com menos de 90º de inclinação. Ele serve de base para os outros tipos, e é nele que nós nos familiaremos e sentiremos segurança no equipamento.
Rapel Vertical: Não se difere muito do visto acima, tendo suas grandes diferenças apenas na saída, onde dependendo do ponto de fixação da corda, poderemos ter um alto nível de força no baldrier (cadeirinha) devido a passagem do plano horizontal para o vertical. E um outro fator a ser considerado é uma maior pressão no freio.
Rapel Negativo: Este tipo de rapel é um dos mais praticados, deve-se isto ao fato de ser um rapel que é feito em "livre" ou seja, sem o contato dos membros inferiores com qualquer tipo de "meio"(pedra, parede, etc). O seu ponto crítico é a saída, pois temos que ficar quase de cabeça para baixo e é quando temos um nível muito alto de pressão no baldrier e no freio, devemos ter também uma grande atenção na velocidade de descida, pois ela aumenta fácil e rapidamente.
Rapel Invertido Negativo: Feito nas mesmas condições do visto anteriormente, sendo que após a saída, toma-se posição invertida (de cabeça para baixo). Deve-se antes executar a manobra, mentalizar os procedimentos, pois você estará em uma posição invertida assim como os comandos do freio, além é claro da facilidade do aumento de velocidade.
Rapel de Frente: Nas mesmas condições que os outros, sendo agora de frente para a descida, além de dar mais "medo" deve-se tomar cuidado na hora do freio quanto a posição do corpo e a elasticidade da corda, pois estamos em uma posição em que podemos facilmente perder o equilíbrio.
Rapel em Cachoeira - Canyoing: Podemos encontrar aqui diversos tipos de descida (quanto a posição de descida). Mas o principal aqui é alertar quanto ao fato de estarmos descendo em pedras escorregadias que ao menor descuido nos fará perder o equilíbrio e trará consequëncias imprevisíveis. Também devemos considerar a força da queda d'água. Não é qualquer cachoeira que nós podemos nos enfiar debaixo, devemos ter prudência na hora de escolhermos, pois se entrarmos embaixo de uma "tromba d'água" teremos consequëncias desastrosas, como não conseguir freiar.
Rapel Intercalado: Rapel este que teremos que fazer "escalas" ou seja, desceremos com a corda dobrada e a prenderemos em um outro ponto de fixação (pelo menos três metros antes do final da corda) a descida deverá seguir uma sequëncia que é normalmente estabelecida antes de ser iniciada.
Protejer a corda no ponto em que ela fica "raspando" na rocha, principalmente na ancoragem.
Manter o tórax e a cabeça longe da corda, no ponto em que a corda passa no freio, é comum enrroscar camiseta ou cabelos.
Cabelos compridos devem estar bem presos e de preferência todo dentro de uma toca ou boné.
Evitar que seu equipamento fique caindo no chão, a maioria é feita de uma espécie de liga de aluminio, que trinca com uma certa facilidade.
Nunca praticar escalada, rappel, etc.. sozinho, uma segunda pessoa para fazer a segurança, ajudar a checar o equipamento, a ancoragem, nós, etc. é imprescindível.
No rappel, após uma descida, os freios tendem a se aquecer, muito cuidado para não se queimar.