Lesões:


O que o profissional das artes marciais necessita saber sobre primeiros socorros.

O professor das artes marciais necessita saber o que chamamos de socorros de emergência aplicado ao atleta fora do ambiente hospitalar, executados por qualquer pessoa para garantir a vida do praticante e evitar o agravamento das lesões já existentes.

A análise e avaliação das condições do atleta ou do praticante é o mais importante aspecto dos cuidados de emergência que um sistema ou grupo de pessoas devem proporcionar em todos os seus atendimentos.

Devemos estabelecer que , a primeira responsabilidade de quem esta prestando um serviço de socorro ou emergência a quem necessite é não agravar as lesões locais j existentes.

Movimentá-lo antes que ele tenha sido convenientemente e estabilizado , pode resultar em grandes contrações sempre presentes nas lesões.

É o grande importância transportar o atleta o mais rápido possível para um centro medico especializado ,mas não ao custo de causar-lhe maiores complicações nos problemas existentes . Nó só poderemos evitar agravamento das lesões se o atleta for adequadamente analisado.

Outro aspecto de grande importância na sua analise é sua capacidade de priorizar a gravidade dos problemas para determinar quando um tratamento vem em primeiro lugar do que o outro .

Devemos seguir um esquema para realizar esta priorização, ele representa uma expansão da análise a ser realizada.

1) observar se as vias aéreas estão obstruídas (nariz e boca).
2) Verificar respiração.
3) Verificar circulação.
4) Examinar cabeça e pescoço.
5) Examinar o tórax.
6) Examinar o abdômen.
7) Por fim, examinar as extremidade do corpo como você.

Profissional de arte marcial identificaria e procederia se um de seus alunos apresentasse alguns desses problemas?
1) crise de epilepsia.
2) Fratura de crânio
3) Pneumotórax (lesão na pleura ou pulmão).

Epilepsia:

Antes de socorrê-lo, você deve lembrar-se que sua primeira responsabilidade é não agravar as lesões já existentes.

A Epilepsia é uma doença do sistema nervoso central que se caracteriza por causar criser de convulsões (ataques) em sua forma mais grave.

1. Reconhecimento da Crise Convulsiva

" Verifique se o paciente é consumidor crônico de entorpecentes ou álcool.
" Verifique movimentos tônicos - Crônicos
2. Como proceder

" Proteja sua cabeça
" Mantenha suas vias aéreas liberadas
" Controle os sinais vitais do praticante
" Administre Oxigênio
" Afrouxe suas vestes
" Em caso do vômito, coloque-o de lado para à boca, pois, o praticante pode ferir-se, mordendo a língua ou as bochechas; para tanto, interpõe-se um calço entre os dentes superiores e inferiores para impedir que eles se fechem.

" Com a crise cessando ou não o praticante deverá ser conduzido ao Centro Médico Especializado para melhores avaliações.

Fratura de Crânio

1. Reconhecimento

" Ferimento extenso ou profundo na cabeça
" Não use pressão excessiva na palpação da cabeça
" Durante a avaliação, evitar manobras que agravem possível lesão cervical
" Checar presença de hematomas nas pálpebras e saída de sangue e líquor pelo ouvido e nariz
" Verifique o estado neurológico
" Alterações mentais
" Alterações da resposta pupilar (pupilas desiguais)
" Verifique alterações de pulso e pressão
" Controle alterações do padrão respiratório

2. Como proceder

" Mantenha V.R.C.
V- Vias aéreas superiores liberadas e estabilização da coluna cervical
R- Respiração
C- Circulação e controle de hemorragias
" Imobilize a coluna cervical
" Administre Oxigênio
" Esteja preparado para aspirar secreções
" Controle as condições e sinais do praticante
" Não obstrua a saída de sangue ou líquor dos ouvidos ou nariz
" Transporte-o para o Centro Médico Especializado

Pnumotórax

Produz-se quando aparece ar na cavidade pleural e os pulmões ficam comprimidos (Atelectasia Pulmonar)
Segundo sua origem, pode ser espontâneo, se a causa não for identificada, ou secundário, se for devido a uma complicação como, por exemplo: quebra de costela seguida de perfuração do pulmão provocada pelo próprio fragmento ósseo.

1. Reconhecimento
" Dor aguda no tórax, que aumenta com a inspiração profunda e diminui com a imobilização
" Deformidade óssea local e ferimentos
" Respiração difícil
" Tosse seca
2. Como proceder
" Colocar uma proteção (gaze, plástico) sobre o ferimento no final da expiração, para para evitar penetração de ar no tórax.
" Fixar o material usado com esparadrapo ou fita de crepe, em 3 pontas das 4 existentes.
" Não usar cinta ou atadura que envolvam todo o tórax, pois, pode dificultar a respiração.
" Conduza o praticante para o Centro Médico Especializado o mais depressa possível
Os procedimentos descritos acima são de fácil assimilação e, raramente, ao se deparar com qualquer uma destas situações, você saberá o que fazer desde que esteja bem, preparado, porém, ao se deparar com um praticante que tenha uma parada respiratória você terá que ter o domínio perfeito das técnicas envolvidas porque, se não as tiver, você poderá causar lesões irreversíveis ou até a morte em seu praticante.

Tenho certeza que, qualquer pessoa que se proponha a realizar um trabalho de sobre vida a quem necessite, conhecendo os fundamentos básicos do pronto socorrismo e seguindo as orientações já descritas nos casos mencionados, terá êxito total no atendimento a que se propôs a fazer.