Esta é uma diferença fundamental que embora difícil de ser entendida pelos ocidentais, torna-se essencial para apreciar corretamente, aprender a dominar uma arte marcial oriental.
O aspecto exterior é o mais visível e o mais familiar; consiste na posição e movimento dos membros e do corpo, na técnica correta, na força muscular, na velocidade, etc.
Refere-se ao tipo de qualidades que costumamos associar a um homem jovem, rápido e potente.
O aspecto interno é mais difícil de entender.
Está oculto, pelo menos para os que carecem de formação adequada, e não é nada espetacular, ainda que possa produzir resultados espantosos.
Tem relação com respiração, com a postura adequada e com o tom correto das estruturas fundamentais do corpo (pelvis, tronco, espinha dorsal e cabeça) e ainda com desenvolvimento do Chi ou energia interna, e com a atitude mental ou consciencia.
Estes são os fatores interiores ou sutis que marcam a diferença entre habilidade técnica e genialidade, entre o saber fazer e a inspiração, entre a esperteza e a sabedoria.
Existe um refrão chinês que afirma: "Diz-se que as artes marciais requerem força e velocidade.
Porém, se um homem vence muitos outros, como pode tratar-se de força? E se um ancião vence um jovem, como pode tratar-se de velocidade?"
Nas artes marciais, abundam por certo, os exemplos reais de velhos que vencem um grupo de jovens hábeis e fortes e de pessoas por todas as idades que realizam façanhas mais incríveis.
Os fatores internos são difíceis de compreender. Se carece mais de experiencia pessoal.
Estão relacionado com a geração da energia interna básica, que se acumula no interior e que posteriormente pode ser lançada para o exterior no momento preciso.
Esta energia pode ser comparada a uma bateria carregada de eletricidade, que pode ser utilizada para alimentar um toca disco, uma bomba elétrica ou um aspirador.
Os aparelhos são o aspecto externo e a eletricidade o interno.