Graças à vontade, as pessoas canalizam e dirigem sua energia para o mundo ou para uma ação especifica.
Este é um tema que na cultura ocidental, foi sempre mal entendido e mal interpretado.
Recebemos da era vitoriana o legado de conceber a vontade exclusivamente como "força de vontade", como um angustiante e doloroso esforço que não tem qualquer relação com os diversos aspectos da verdadeira vontade.
O verdadeiro conceito de vontade está estreitamente vinculado ao conceito de intuição; pretende fazer algo, decidi-lo, executá-lo, encaminhar-se a ele, são ações que implicam aplicação da vontade.
Em certo sentido, poderia dizer-se é algo mental, e não conceitual ou intelectual.Isto é, não se trata de uma pessoa pensar em algo ou falar consigo mesmo sobre isso; trata-se antes de conhecer o compromisso pessoal estabelecido com essa coisa pensada.
Não é um sentimento, embora pudesse dar oportunidade ao surgimento de diversos sentimentos; tampouco é algo físico, embora pudesse ter efeitos físicos.
A vontade, tanto para praticar artes marciais como para atingir um elevado grau de desenvolvimento espiritual, tem sua vontade muito bem desenvolvida, não apenas para superar as dificuldades e as adversidades com quem se depara, como também para estar apto a sacrificar-se.
As artes marciais baseiam-se na vontade.
Desde a capacidade de se sobrepor aos limites pessoais, ate ao detalhe referente à execução concreta de uma técnica individual, tudo depende da vontade.
Existe três aspectos básicos da vontade: a vontade hábil, a vontade boa e a vontade poderosa.