Alguns sistemas dão mais importância aos pontapés do que as técnicas de braço.
As pernas, em geral, são mais lentas e menos moveis e as técnicas de pernas fazem com que o equilíbrio perigue momentaneamente.
Todavia, as pernas têm um alcance mais amplo e são mais fortes do que os braços.
Talvez o golpe mis forte e de mais longo alcance nas artes marciais seja o pontapé
lateral com a cintura avançada e que, ligeiramente modificado, pode ser
também muito rápido.
Numa arte marcial equilibrada, as técnicas de pé e de braço se complementam; os pontapés costumam provocar a defesa do adversário através de bloqueio baixo, e os golpes de punho provocam o bloqueio alto.
Embora não existam tantas variedades de pontapés como de golpes de mão, podemos falar, mesmo assim, de três tipos principais:
Pontapés com a cintura avançada, nos quais a perna e o corpo forma m uma linha reta que se dirige ao oponente.
Pontapés chicote, nos quais a articulação do joelho se abre e se fecha muito rapidamente, seguindo a perna uma trajetória curvilínea.
Pontapés circulares, nos quais toda a perna roda a partir da cintura, descrevendo um movimento circular bastante amplo.
Os pontapés podem ser dirigidos para frente, para os lados, ou para trás;
também podem ser dirigidos a qualquer zona do corpo, desde o peito do
pé, ate a cabeça (embora seja costume prescindir de pontapés
altos no combate livre porque se corre o perigo de perder o equilíbrio).
Existem também os pontapés espetaculares feitos com saltos, nos
quais golpeia-se com uma ou com ambas as pernas, enquanto o corpo fica suspenso
no ar.
As armas naturais da perna são o calcanhar, o borda exterior do pé,
as plantas dos pés, os dedos, o peito do pe, e o joelho; inclusive a
bacia pode ser utilizada para efetuar um golpe de curto alcance mas extremamente
potente.
Não deveríamos excluir desta lista a cabeça: as zonas do
crânio podem constituir eficientes armas na luta a distancia curta.
A cabeça pode golpear para frente, para trás ou para os lados de forma inteiramente inesperada.