Há uma divisão básica entre as artes marciais: as que utilizam armas e as que não utilizam.
Em muitos sistemas, apenas as mãos são utilizadas.
Por exemplo, no judô e no boxe.
Outros métodos empregam as armas em caráter ocasional, para favorecer a aprendizagem.
Os sistemas que não utilizam armas costumam tentam aplicar as armas naturais do corpo como se tratassem de garrotes ou facas.
Alguns sistemas, especialmente os mais duros e exteriores acentuavam a importância da condição física dos membros; os praticantes desenvolveram calosidades nos nós e podem chegar inclusive a quebrar o dedo médio para encurta-o, melhorando assim o alinhamento das pontas dos dedos.
Estas praticas, à parte de serem francamente danosas, acabam por ser desnecessárias.
Tendo atenção a o treino, a o controle muscular, à respiração e a visualização, a mão em seu estado natural pode facilmente quebrar mosaicos de pedras.
Nos sistemas que empregam armas, aprecia-se uma interessante relação entre a forma da arma e a utilização.
Em certo sentido, a arma define a forma em que deve ser utilizada.
Como lógico, as armas tão diferenciadas como chicote, o arco e as estrelas de lançamentos requerem táticas muitas especificas.
Também as espadas: cada tipo de espada deve ser utilizado de uma determinada maneira.
A espada de fio reto e utilizado nos movimentos cortante, preciso e linear, enquanto a espada curva, o alfanje ou faca utiliza-se nos movimentos circulares, para os quais seria inadequada a espada reta.
Não obstante isto, os mesmos princípios de movimentos podem ser aplicados à utilização de diferentes tipos de armas.
Isto é o que acontece nas técnicas de espada aplicam-se os mesmos princípios de movimento, apesar das formas externas serem diferentes.
Talvez a arma mais conhecida seja a espada dos samurais japoneses.
Sua forma evoluiu ao mesmo tempo em que evoluíam as escolas secretas de lutas.
Primeiramente ela foi retilínea: mas em seguida sofreu varias mudanças relativamente à sua curvatura.
A foi à sua curvatura.
A forma clássica, com a curvatura denominada natural, pouco se pronunciada, adapta-se tanto aos ataques circulares, como aos diretos.
A qualidade de fabricação de uma lamina nunca conseguiu ser superada; para os samurais, fabricar uma boa espada significa atingir o ponto Maximo da criação espiritual.
As espadas têm personalidade própria.
Algumas são malignas, outras benévolas.
Quanto se empunha uma boa espada, pode-se sentir o seu poder, o seu espírito.
Este tipo de arma está estreitamente vinculado ao desenvolvimento individual.
Apenas desenvolvendo uma base sólida no interior da pessoa e unindo-se à espada através desta base é que a pessoa poderá manejar a arma com confiança e eficácia.
Esta e a chave decifradora de todos os sistemas que utilizam armas: é necessário unir-se à arma.
A arma devera transformar-se numa extensão do próprio corpo e deverá esta tão unida a ele como a mão ou o pé
O ki individual, ou a energia interna, deve fluir até atingir a própria