Existem no ser humano dois grande processos cerebrais: o estado de excitação e o de inibição: este dois estados condicionam toda atividade mental e física.
Verdadeira central eletrônica, o cérebro recebe, em estado de repouso, milhares de mensagens que chegam do interior e do exterior.
Ele tem que interpretá-las, classificá-las, analisá-las tudo se passa a despeito da nossa vontade, por vias reflexas, sem intervenção do “eu”.
Assim, a cada instante, o cérebro regula nossa atividade, suprindo carências, podando excessos, restabelecendo o equilíbrio, regulamentando nossas necessidades.
Mas, de repente, uma mensagem atravessa o limiar da consciência, o “eu” desperta e um processo de excitação tem inicio: as demais mensagem ficam inibidas, ligações se estabelecem e correntes de onda elétricas vão e vem através dos nervos e dos membros para dirigir nossos atos.
A eficácia do cérebro depende de seu poder de seleção:
se ele reponde de uma só vês a todas as excitações
recebida, seria a anarquia. Como se, num cruzamento quadrilátero, o semáforo
estiver aberto para todos os lados.
E então que entra em jogo o segundo processo, o da inibição,
que vem frear as mensagens secundarias.
Quando é empreendida uma ação, existe entre a parte do corpo que age e o cérebro uma corrente continua de ondas elétricas que dinamizam os nervos e os músculos.
Todas as outras vias de acesso ao cérebro ficam bloqueadas com tantos mais intensidade quanto mais intensa for a ação empreendida.
Se ocorrer um atemi num instante desses, ele se chocara com portas fechadas
e seu efeito será reduzido.
Por outro lado, quando um atem intra no momento oportuno, isto é, entre
duas ações, a via esta livre e ele provoca uma reação
de parada ao nível do sistema nervoso.