O tanto é uma adaga que vem merecendo uma atenção maior pelo praticantes de artes marciais.
Com aproximadamente 25cm a 35cm de comprimento, o tanto pode ser considerado um arma extraordinária e eficaz tanto em combate como sobrevivência.
O seu designe e método de produção segue os padrões das espadas japonesas dando a ele todas as qualidades já reconhecidas destas espadas no tocante à resistência, fio altamente cortante e perfeito acabamento.
Tradição historia do tanto embora o tantô fosse uma arma de combate extremamente eficaz , ele não era considerado propriamente com arma.
Mas um símbolo de status e de orgulho do possuidor de uma lamina confeccionada por um renomado artesão ou pelo trabalho artístico executado na bainha e no cabo.
Muitas vezes tais trabalhos na parte externa da tantô eram exclusivos e personalizados com o brasão da família do possuidor e/ou com motivos que caracterizavam o estilo do kenjutsu (arte de lutar com espada) ao qual o samurai pertença.
O uso de armas era um direito quase que exclusivo dos samurais contudo, para alguns cidadãos com denotada evidencia social social foram concedidos o direito do uso de tantôs.
Historicamente o tanto foi utilizado para realizar o "harakiri" (hara= abdômen; kiri= corte) que era o suicídio.
O suicídio dentro da cultura tradicional japonesa, e observando certos parâmetros, não era visto na sociedade ocidental, era por muitas vezes uma saída honrosa.
Uma outra palavra utilizada para designar o harakiri é o seppuku (corte abdominal), geralmente esta ultima palavra era ultilizada formalmente, quando da condenação a morte de um Samurai.
Apenas um samurai poderia ser condenado a praticar o seppuku , sendo considerado um meio de morte extremamente honroso.
Tirar sua própria vida, sem a interferia de um carrasco, mostra uma atitude ativa e não passiva em relação a sua condenação, simbolizando também seu respeito a autoridade vigente e arrependimento pelo ato que originou a condenação.
Os vários modelos de tantô
No final do período HEIAN (794- 1191), o Japão tenta desenvolver em vários ramos culturais até então importados do continente (china) e se verifica um tremendo avanço na siderúrgica com a confecção de espadas de alto grau de perfeição.
No período de kamakura houve um grande avanço no que diz respeito a estética produzindo peças altamente decorativas.
Dentre diversas denominações ou tipos de tantôs o "aikochi" ou "koshigatana", utilizado por homens com símbolo de gloria e honra "kawaiken", menos adornado e utilizado principalmente por mulheres.
O "aikochi" possuía uma lamina de aproximadamente 27.5cm de comprimento sendo maior que o kawiken de aproximadamente 15cm.
Os tantos tradicionais eram desmotiveis pelo mesmo processo utilizado nas espadas japonesas retirando-se o cabo da lamina.
(podendo-se assim estabelecer a origem e o nome do artesão gravado no interior do cabo).
Produzindo uma tanto ou espada artesanalmente.
Do ponto de vista técnico o aço de alta dureza produz uma espada de ótimo corte, aço de baixa dureza produz uma arma de maior flexibilidade.
As espadas japonesas com laminas extremamente afiadas, excelente flexibilidade e tempera sem igual fizeram delas espadas por muitas vezes superiores as laminas de toledo e damasco.
O artesão japonês iniciava o processo de fabricação a partir de dois blocos de aço, um com grau de dureza maior do que o outro.
Cada bloco era aqueci do esticado com martelada ate alcançar o tamanho e espessura desejada.
A lamina de aço de maior dureza era revestida pelo aço de menor dureza em 2/3 de sua largura mantendo 1/3 de aço duro sem revestimento. Este 1/3 ira constituir o corte da espada posteriormente.
As duas laminas de aço, sempre, aquecidas eram continuamente batidas ate que as superfícies em contato do aço duro e o menos duro fiquem isso, inicia-se o processo de polimento utilizando-se pedras de diversas gramas.
Após o polimento final com a pedra da mais fina a espada esta pronta para a tempera e a divisa entre os dois tipos de aço que margeiam o fio da espada é levemente visível.
No preparo da espada a ser temperada, a lamina recebe uma cobertura de argila, carvão e um tipo de cola, retirando-se esta argila cuidadosamente da parte do aço mais duro.
A espada preparada desta maneira e aquecida de forma a atingir uma coloração que só o artesão conhece pela sua experiência e depois e resfriada em água tépida finalizando-se assim um trabalho extremamente artesanal na fabricação de uma espada sem igual.