A perfeição


A espada incorpora o perfeccionismo característico do povo japonês.
Dedicados, sos mestres espadeiros são tratados com reverencia.
No Japão feudal, tinham enorme prestigio junto aos Xoguns.
Cada espada era confeccionada de acordo com o biótipo do samurai.
Cabia ao espadeiro encontrar o equilíbrio entre a arma e o guerreiro.

Cada mestre carrega um estilo e uma forma que refletem a época e o local d confecção da espada, de forma a ser possível delimitar escolas espadeiras de tradição, mais ou menos semelhantes à divisão de movimentos artísticos conhecida no Ocidente.

Para a forja de uma espada, um artesão levava, em media três meses.
Os processos são um bom exemplo da disciplina requerida.
A concentração e o desprendimento exigidos eram tantos que, durante o período em que estivesse envolvido com a produção de uma peça o artista abstinha-se de carne, sexo, e bebidas.

Simbolicamente banhava-se em água fria antes de iniciar o trabalho, representando a purificação.
Paciência era outra virtude cara a um bom forjador.
O primeiro passo era a produção de blocos de ferro.
Tecnicamente, pode-se dizer que um dos grandes trunfos das espadas japonesas, em relação às produzidas em outros lugares, era ser ao mesmo tempo, flexível e dura.
Aparentemente contraditórias, essas características eram alcançadas graças à junção de aço de diferentes graus de dureza.

Os mestres produziam os blocos batendo-os, dobrando-os ao meio e tornado a bater, de forma a atingir a dureza desejada.
Utilizavam os blocos de menor dureza no centro das lamina, o que garantia flexibilidade e leveza no movimento. Aqueles de dureza maior eram destinados às bordas, que deveriam ser altamente cortantes.
Na área de corte, faziam-se também o processo de tempera: a lamina era levada ao fogo; ao incandescer, como o sol, era imersa na água, produzindo um choque térmico.
Tal processo garantia o endurecimento ainda maior ao corte da espada.
A parte central, que não deviria ser temperada, era coberta com argila antitérmica, em um trabalho que envolvia precisão e cuidado.

Por fim, concluíasse o trabalho com polimento da lamina.
Os elementos de montagem das espadas também chamam a atenção.
A empunhadura (parte em que se segura a espada), a guarda (peça arredondada encaixada na transversal entre a lamina e a empunhadura) e a bainha são colecionadas como objeto de arte, especialmente pelas decorações feitas nelas.
A empunhadura é formada por duas partes de madeira. Para fechar o conjunto, é enrolada em uma fita de seda em forma de losangos.
O aspecto é ao mesmo tempo, sóbrio e sofisticado.
O tsuba, a guarda merece especial destaque.
Pelo fato de haver artista especializados na confecção das peças.
Elas guardam apurados detalhamento artístico.
Por tudo isso, as espadas japonesas ao consideradas únicas e inigualáveis.